Carla Caputi participa de sessão solene na Alerj em homenagem a Narcisa Amália

A sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em homenagem a Narcisa Amália, nesta quinta-feira, 3, contou com a presença da prefeita Carla Caputi. Representando o Centro Cultural Narcisa Amália, ela recebeu a moção de aplausos e congratulações juntamente com nomes voltados ao mundo literário, cultural e artístico com trabalhos baseados na vida e obra da poeta e jornalista sanjoanense, que recebeu a Medalha Tiradentes por indicação da deputada Carla Machado.
A deputada, que presidiu a sessão, destacou a importância de Narcisa Amália, nascida em 1852, considerada uma das primeiras jornalistas profissionais do país, com textos para diversos periódicos sobre a condição da mulher e em defesa do abolicionismo. Carla salientou, também, a criação, por sua indicação e já sancionado, do Prêmio Narcisa Amália, voltado para estudantes do ensino médio que produzirem obras literárias e jornal escolar.
“É um tributo mais que merecido à poeta, jornalista, abolicionista e educadora. Reconhecemos não só a grandiosidade de sua trajetória, mas reafirmamos o compromisso de manter viva a sua memória e seu legado”, disse a deputada.
Em seu pronunciamento durante a solenidade, a prefeita ressaltou a importância de Narcisa Amália. “Uma mulher inspiradora, guerreira e muito à frente de seu tempo. Narcisa Amália é um orgulho para todos nós sanjoanenses. Muito feliz em participar dessa homenagem tão merecida”.
Nilza Ericson, bisneta de Narcisa Amália, recebeu das mãos da deputada a honraria, a maior do Estado do Rio de Janeiro, e o respectivo diploma ‘Post Mortem’. De São João da Barra, também receberam a moção de aplausos e congratulações o escritor e historiador Bruno Costa, autor da biografia de Narcisa Amália, a centenária banda União dos Operários, que se apresentou na solenidade executando peças musicais do século XIX baseadas em obras de Narcisa, com arranjos do músico sanjoanense Ijohnnys Machado, e Sônia Pereira, presidente da Câmara Municipal, que leva o nome de Narcisa Amália em seu plenário.
Narcisa Amália nasceu em São João da Barra e com 11 anos mudou-se para Resende. Publicou seu único livro, “Nebulosas”, em 1872. Sua poesia foi recepcionada com grande e positiva repercussão na época, elogiada por figuras como Machado de Assis, José do Patrocínio e o imperador D. Pedro II. Faleceu em 1924.
Moção de aplausos e congratulações – Também foram homenageadas por terem desenvolvido trabalhos relacionados à Narcisa Amália com moção de aplausos e congratulações a pesquisadora e professora a Universidade Federal Fluminense (UFF) Anna Faedrich, responsável direta pela segunda edição do livro “Nebulosas”; a atriz e arte-educadora Beth Araújo, que desenvolveu projetos sobre poesia e teatro e criou o projeto “Poetas Brasileiras na Cena do Brasil no Século XIX”; a pesquisadora e professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Cristina Ramalho, autora do livro “Um espelho para Narcisa”, de 1999 e fundamental para resgatar a escritora para os estudos literários; a atriz, dramaturga e jornalista Cilene Guedes, que escreveu e atuou na peça “Narcisa”, com a Companhia de Teatro Baú da Baronesa; e a Escola Municipal Narcisa Amália, fundada em 1938 no bairro carioca de Guaratiba, representada pela diretora Maria José.